quinta-feira, 3 de março de 2011

As maravilhas da tecnologia touch screen

 por Daniel Serrano

 
 
 
 

    A tecnologia vai invadindo nossas vidas aos poucos, de forma que novos avanços passam a fazer parte de nossa realidade sem que nos apercebamos disso. Isso aconteceu com os CDs, os computadores, o DVD, o MP3 e dezenas de outros inventos que foram substituindo produtos que achávamos que nunca iriam acabar. Em nenhum momento as pessoas falaram: “a partir de hoje não uso mais VCR”, ou “amanhã será meu dia de mudança: de áudio em CD para áudio em MP3”. As novidades vão invadindo nosso dia-a-dia convivendo com os sistemas antigos, e quando menos esperamos já migramos para o novo conceito.

Uma tecnologia que chegou devagar e foi tomando conta de tudo foi a do que é chamado internacionalmente de Touch Screen. A julgar de como é chamada popularmente, a denominação “tela sensível ao toque” deverá predominar. É inacreditável como uma tecnologia tão avançada, que ainda surpreende técnicos da área pela quantidade e variedade de tecnologias aplicadas e opções de sistemas de produção, foi absorvida pela população, como algo normal.

Ao digitar as opções e as senhas diretamente na tela de um terminal, no caixa eletrônico, notamos que as pessoas não se surpreendem em estar digitando letras e números diretamente no tubo de um televisor, onde na verdade não há botão nenhum, e sim uma imagem mostrando onde realmente deveriam estar as teclas. O mesmo ocorreu com os notebooks, onde já há algum tempo se usa o dedo sobre uma superfície do teclado para movimentar o ponteiro do Mouse ou até “clicar” quando se pressiona a tal superfície.

Alguns poderão dizer que já havia sistemas suscetíveis ao toque em botões de elevador (onde não havia a necessidade de apertar, mas apenas “tocar” o botão) ou em abat-jours encontrados em camelôs por menos de 20 reais, que se acendiam ao passar o dedo em uma superfície metálica. As tecnologias são, no entanto, completamente diferentes. Enquanto o abajur ou o elevador são acionados pelo contato, criando um campo elétrico, as telas touchscreen percebem em qual ponto da tela o usuário tocou e qual função ele deseja acionar.

Existem dezenas de tecnologias utilizadas nas telas touchscreen. Entre elas a resistiva, capacitiva, por infravermelho, ótica, e outras mais. A grande vantagem é que não existem lugares fixos para se clicar. Um botão para acionar um depósito em conta corrente pode estar em um canto, no meio em baixo, ou onde o banco desejar, bastando para isso mudar a imagem mostrada no monitor.

Mal nos acostumamos a essa tecnologia, já estão saindo das fábricas os chamados “Multi Touch Screens”, que como o próprio nome diz permitem o toque simultâneo em diversos pontos da tela para acionar funções diferentes. Assim, se houver uma escala musical em uma tela touchscreen, poderemos tocar a nota “dó”, ou a “ré” e continuar tocando uma nota após a outra. Já nas telas multi touchscreen podemos fazer acordes, tocando várias notas ao mesmo tempo, como se fosse o teclado de um piano. Pode-se ainda usar teclas que mudam a função de outras teclas, como a “alt” e a “shift” de um computador e criar, dessa forma, infinitas opções.

Já não fosse o suficiente para deixar de boca aberta metade dos técnicos que estão implantando essa tecnologia em produtos comerciais, as novas telas são ainda sensíveis às diferenças de pressão. Isso quer dizer que se acionarmos suavemente a tela, teremos uma função. Se apertarmos com mais força teremos outra. Seria como um pedal de acelerador ou um controle de volume. Por último, os engenheiros acrescentaram mais uma função: a de arrasto, ou “drag” em inglês. Isso significa que a tela não só nota onde nossos dedos a estão tocando, mas reconhece o percurso que eles estão fazendo, e ,poderíamos, literalmente desenhar sobre a tela com nossas mãos, ou “pegar” uma imagem e movimentá-la sobre a tela.

Quando Tom Cruise usava uma tela desse tipo para localizar cenas de crimes que iriam ocorrer no futuro, no filme “Minority Report”, mal sabia que a realidade nos laboratórios de tecnologia estava tentando copiar a arte para produzir aquelas telas em produtos vendáveis e economicamente viáveis. Ficção à parte, estas telas já estão invadindo nossas vidas, seja em display de telefones celulares, telas para jogos ou monitores para desenho industrial. E mais uma vez passaremos a usá-los sem perceber que a tecnologia deu mais um salto. E, que os produtos atuais não têm mais botões.

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