quarta-feira, 24 de abril de 2013

As novas formas de relacionamento social pela Internet do "momento"







Snapchat, Kik e Whatsapp estão iniciando a nova onda de popularidade nas comunicações, assim como o vovô Orkut, o apressadinho Twittter e o Diário personal contemporâneo Facebook surgiram um dia.


Leia esta matéria do http://www.buzzfeed.com/


Pesquisa diz que adolescentes estão abandonando as redes sociais



Tudo tem um fim: inclusive as redes sociais. E aparentemente para a maioria delas, ele está se aproximando. De acordo com uma pesquisa feita pelo banco de investimentos PiperJaffrayentre março/abril de 2012 e o mesmo período de 2013, os jovens estão cada vez menos interessados em sites como Facebook, Twitter, Google + e Flickr.


Em 2012, 32,5% dos 5 mil adolescentes entrevistados consideravam o Facebook a principal rede social disponível. Em 2013, esse número caiu para cerca de 22.5%. O mesmo fenômeno negativo afetou também – embora em menor escala – páginas como YouTube, Twitter, Google + e Flickr (só o Pinterest escapou). Confira os dados no quadro abaixo*:
Tá, mas para onde estão indo esses adolescentes insatisfeitos? Desligando o computador e indo ler um livro? Aparentemente não: eles estão migrando. Redes sociais menos centradas em perfis, mas com um forte fluxo de mensagens e atualizações – como Snapchat (com cerca de 100 milhões de mensagens compartilhadas por dia) e Kik (que agora tem 30 milhões de usuários) – cresceram de importância no mesmo período.
Embora a pesquisa seja centrada apenas em opiniões, é bem possível que os dados de uso dos sites passem a refletir esse sentimento de insatisfação. Ou como observou John Herrman, do BuzzFeed: talvez já estejam refletindo. “Considerando o quanto algumas dessas companhias evitam falar sobre seus usuários mais novos, talvez o êxodo já esteja a caminho”.

Seu website está atraindo novos clientes?




 Seu website deve ajudar você a alcançar suas metas de negócios. 
Use o Google Analytics para acompanhar as ações de clientes que são importantes para você. Concentre-se no resultado final Quando configurou seu website, você pensou em uma meta: efetuar vendas, obter leads ou simplesmente conectar sua marca com mais clientes. Você sabe que seu website está funcionando quando alcança essas metas. Defina metas no Google Analytics para acompanhar as ações do usuário que são importantes para você, como: 

• Compras 

• Formulários preenchidos (entre em contato, receba um orçamento etc.) 

• O número de páginas visualizadas 

• Quanto tempo as pessoas passam em seu site

terça-feira, 23 de abril de 2013

Gestão e gerenciamento de crises nas redes sociais: um guia completo




Todos os dias voltamos do trabalho ou da faculdade cansados e exaustos. Chegamos em casa e nada mais justo que usufruir daquele momento de reflexão em frente à televisão, bebendo um belo suco de goiaba. Ao ligar o caixote mágico, nos deparamos, entre tantos homicídios e acidentes de trânsito, manchetes sobre o mercado financeiro e o estado em que se encontram alguns dos grandes países do continente europeu. Até ai, nenhuma novidade. Mas o que chama a atenção é que poucos se dão conta que a crise financeira que está abalando a Europa e os EUA pode influenciar em algumas das decisões que empresas brasileiras tomam no seu dia a dia.


Mas sem querer entrar nos méritos da crise internacional, o que quero dizer é que uma crise pode estourar bem ao seu lado, a qualquer momento. E sem que você perceba. Afinal, todo esse movimento é decorrente de insatisfação de pessoas, indivíduos com desgostos e cidadãos exigentes. Eles precisam e querem ser ouvidos. Se esse tipo de problema acontece com países, não irá ser diferente com a sua empresa.

E sabe como isso pode acontecer? Antigamente, se um os seus funcionários ou clientes falassem mal da sua marca, pouco mais da sua rede de amigos ficaria sabendo de tal indignação. Porém hoje o megafone é outro e a amplitude é gigantesca. E é claro que eu estou falando da internet. Com tantas ferramentas disponíveis, fica até amador acreditar que o mal atendimento ou até mesmo a insatisfação de um produto ficará entre seu limitado grupo de amigos e não espalhado pela grande rede.

O simples fato de você estar com o Facebook aberto ou até mesmo o Twitter ligado no celular já será motivo para que empresas se preocupem com a sua atuação no mercado, ou seja, por mais que você ligue sua televisão e assista a crise escancarada pelo mundo, nada impede que a sua empresa também sofra com esse mal. Em condições e contextos diferentes, mas um grau tão elevado quanto.

Com a exigência dos consumidores hoje em dia, ter a marca exposta em crises com consumidores na internet está se tornando cada vez mais comum. E se a sua empresa não souber lidar com uma gestão de crise bem condicionada nesse mundo, é bem provável que toda a insatisfação do seu cliente online refletirá no seu faturamento final. Já deu para perceber que quando falam em crises econômicas, de pessoas insatisfeitas com alguma gestão ou até mesmo com a administração pública, você não precisa, necessariamente, desligar sua TV. Esses comportamentos são universais e poderão acontecer com a sua marca na internet.

Digamos que a casa caiu e minha empresa está em meio a um furacão de protestos nas mídias sociais – o que eu devo fazer? A primeira coisa é entender que nem toda crise resultará somente em perdas e/ou demissões. É comum ouvir dos empresários que nem tudo é o fim do mundo. Sabe aquela famosa frase “toda crise é uma oportunidade”? É basicamente isso. Porém saber lidar com os riscos aprendendo com os erros dos outros é uma capacidade muito importante a ser desenvolvida para usar das crises um mar de oportunidades.

Outro ponto importante é tratar bem com a comunicação entre as partes, sabendo das consequências sobre os envolvidos e quem deverá resolver aquele problema que está gerando tal desconforto. É saber lidar com aquela pessoa que está do outro lado que, de alguma forma, se sentiu atingida pela sua marca e que merece toda a atenção possível.

E se não for bem contornada, as consequências podem ser catastróficas. Em uma pesquisa realizada pela AltimeterGroup, vemos na imagem abaixo exatamente como é o baque desses momentos de instabilidade nas empresas com presença online. Foram classificados três níveis para categorizar os efeitos de uma crise online.
Quando o problema resulta em uma coberta da mídia convencional, por exemplo.
Trata-se também de um reflexo na grande mídia e que tiveram uma resposta significativa ou até mesmo alguma mudança feita pela empresa.
Quando a empresa teve algum reflexo financeiro no curto prazo.

Se a sua empresa não deseja sequer chegar ao nível 1 de uma crise, então prepare-se, pois o trabalho será longo e o resultado dependerá do esforço de sua equipe, até porque é importante entender que os seus colaboradores precisam saber de imediato que há algo de errado acontecendo. Assim, organize e direcione os canais para atendimento. Entenda que cultivar a boa reputação da marca será uma tarefa a longo prazo.

Monitore antes que aconteça uma crise. Escute tudo que estão dizendo sobre sua marca, seus produtos, a concorrência, o mercado em que atua, etc. Monitore os ambientes das conversas, o público e os assuntos. Não esqueça dos influenciadores e dos pontos fracos da empresa, do mercado e dos fornecedores. E se ainda assim a crise acontecer, elabore um plano estratégico de monitoramento com foco, alcance e tendência de mensagens específicas para a situação. Dica: crie alertas. E, por fim, avalie a necessidade de mais recursos para atender ao volume.

Cultive as relações para que a crise não aconteça. Promover ações constantes de relacionamento com influenciadores e fazê-los advogados da marca é um importante modo de manutenção da vida digital do seu negócio. Produzir conteúdo é fundamental para prevenir e ter reação a uma crise. Também não deixe de lado os valores bons e reais da companhia, assim como seus princípios mais valiosos.

Prepare e mantenha um comitê só para esses casos. Um equipe bem formada valerá bem mais que deixar nas mãos do seu sobrinho geek. Um importante ponto também é estabelecer simulações para que seja estabelecido um plano de ação para os diferentes canais de atuação. Se a crise estoura, mantenha suas relações com o máximo de rede possível, mas determine o atendimento 1×1 em poucas delas.

Responda através de um manual de boas práticas em redes sociais. Estipule políticas de comunidades e privacidade. Um treinamento para a equipe será essencial também. Para que isso tudo aconteça de forma eficaz, tratar como prioridade o caso do seu cliente enfurecido é não deixá-lo esperando muito tempo por um retorno. Sempre demonstre o esforço que está fazendo.

Promova um plano de comunicação para resolução do caso e relacione palavras-chaves importantes através de um SEO/SEM bem planejado e, por fim, identifique veículos de mídia. Com isso bem planejado já com a crise finalizada, emita comunicados oficiais direcionando para o seu público alvo e acionando também os canais de mídia convencional que o problema foi resolvido.
Uma crise de rede social é diferente de crises em redes sociais


Uma crise em redes sociais é quando sua origem vem da empresa ou do seu mercado, mas que é repercutida nos ambientes onde ela surgiu. Por exemplo, essas crises geralmente ocorrem quando acontecem algum desastre natural ou industrial, boicote econômico, greve e até desvalorização das ações através de boatos, negligência, ações judiciais etc.

Já nas crises de redes sociais são justamente aquelas em que a empresa peca na administração de sua conta online. É como se ela tivesse origem no uso ou até mesmo na falta do uso desses canais online. Casos em que o conteúdo é inapropriado não sendo do mesmo planejamento estratégico exigido pela marca. Também tem o famoso caso de não responder o cliente no ato da interação. Por mais que você não saiba da resposta, é importante que você o informe que está buscando pela solução.

E mesmo que essa solução dependa de outros caminhos, saber falar a linguagem do consumidor e entender que aquele cara do outro lado precisa do seu respeito é essencial na uniformização do conteúdo. E também não apague xingamentos para que os outros usuários interpretam o que está acontecendo, isso pode ser arriscado. Se for para apagá-los, deixe apenas o primeiro assim como a sua primeira resposta. Isso fará a entender que você lhe deu a chance de falar e na mesma hora deu a sua posição. Se ainda assim ele ficar extrapolando na sua página, faça a exclusão dessas mensagens.

Assim como saber verificar os fatos, entender a posição dos influenciadores e a exposição de experiências ruins, todos esses pontos são momentos claros de que uma crise está começando e eliminá-los será prioridade! E não esqueça: cada vez mais os consumidores estão sendo fortalecidos com o poder do alto falante das mídias sociais. Não veja como um problema, mas sim com uma alternativa.
Ontem x hoje


Recentemente vimos que a Enciclopédia Britânica está tomando novos rumos para a sua tão clássica publicação. Isso se deve pelo alto custo e manutenção em fazer suas edições impressas e vendê-las pelo mundo. Mas também é um direcionamento óbvio de como as tendências de consumo da informação estão sendo ditadas hoje em dia. O fato de você comprar um livro, lê-lo e deixá-lo na estante é um ato (pra mim) charmoso. Mas também um pouco caro. Ter versões digitais das minhas obras preferidas para ler no iPad seria genial e por isso eles devem estar tomando este rumo.

A construção de conteúdo e a disseminação de obras virtuais de baixo custo está tornando muitas pessoas “normais” em grandes autores contemporâneos. E justamente essa onda de publicação e aceitação de material digital pelos consumidores é que os fabricantes da Enciclopédia Britânica estão buscado. Hoje são as pessoas que ditam as regras dos tráfegos online. Quem só ouvia, agora também fala.

E também pelo poder da catalisação das redes sociais e o seu alto fator de pulverizar o que é dito, tudo contribui para que a reação das empresas tornem-se mais dificultadas. Entendemos que toda essa velocidade é decorrente de uma cadeia em que em menos de 24 horas, o fato de você tomar alguma ação ou não, torna-se crucial na formação de uma nova crise.

Por exemplo, quando se inicia uma crise, geralmente utiliza-se canais mais comuns, como aporte inicial de indiretas e reclamações. A situação começa a ficar um pouco mais séria quando você, seus amigos e os amigos de seus amigos fazem o compartilhamento daquela reclamação, fazendo um alcance praticamente imensurável. O alarde é tanto que grandes portais de notícias online, assim como a mídia convencional, tratam de divulgar através de seus meios de comunicação. E por fim, em menos de 24 horas, todo o seu problema que não foi corrigido a tempo, tornou-se mais um alvo do Google e isso sacramentou a sua derrota. Em menos de um dia, uma crise foi se formando, criando adeptos e gerando amplitude. O Google indexou e a casa caiu de vez. Resumindo, você demorou para reagir.,

Portanto, não pense que uma crise poderá ter raízes e consequências apenas no que transmite a televisão. Você pode estufar o peito e dizer que o seu país não está tão ruim quanto a Grécia, Irlanda, Espanha ou Portugal. Mas nem por isso você deveria deixar de entender que uma crise é decorrente de fatores políticos, econômicos e, acima de tudo, sociais. E se você constrói um relacionamento entre a sua marca com seus clientes nos ambientes online sem considerar a possibilidade de uma revolta social no mundo digital, então desligue a TV e vá ler um livro.




segunda-feira, 15 de abril de 2013

ESPECIAL: Razões para NÃO reduzir a maioridade penal


Sempre que acontece um crime bárbaro cometido por um adolescente a sociedade levanta a voz para pedir a redução da maioridade penal. Quais seriam os reflexos dessa medida?



Na última semana uma tragédia abalou todos os funcionários e alunos da Faculdade Cásper Líbero, onde estou terminando o curso de jornalismo. O aluno de Rádio e TV Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto por um assaltante na frente do prédio onde morava, na noite da terça-feira (9). O crime chocou não só pela banalização da vida – Victor Hugo entregou o celular ao criminoso e não reagiu –, mas também pela constatação de que a tragédia poderia ter acontecido com qualquer outro estudante da faculdade.
Esse novo capítulo da violência diária em São Paulo ganhou atenção especial da mídia por um detalhe: o criminoso estava a três dias de completar 18 anos. Ou seja, cometeu o latrocínio (roubo seguido de morte) enquanto adolescente e foi encaminhado à Fundação Casa.
Óbvio que a primeira reação é de indignação; acho válida toda a revolta da população, em especial da família do garoto, mas não podemos deixar que a emoção nos leve a atitudes irresponsáveis. Sempre que um adolescente se envolve em um crime bárbaro, boa parte da população levanta a voz para exigir a redução da maioridade penal. Alguns vão adiante e chegam a questionar se não seria hora do Estado se igualar ao criminoso e implantar a pena de morte no país. Foi o que fez de forma inconsequente o filósofo Renato Janine Ribeiro, em artigo na Folha de S. Paulo, por ocasião do assassinato brutal do menino João Hélio em 2007.
Além de obviamente não termos mais espaço para a Lei de Talião no século XXI, legislar com base na emoçãonada mais atende do que a um sentimento de vingança. Não resolve (nem ameniza) o problema da violência urbana.
O que chama a atenção é maneira como a grande mídia cobre essas tragédias. A maioria das matérias que vemos nos veículos tradicionais só reforçam uma característica do Brasil que eles mesmo criticam: somos o país do imediatismo. A cada crime brutal cometido por um adolescente, discutimos os efeitos da violência, mas não as suas causas. Discutimos como reprimir, não como prevenir. É uma tática populista que desvia o foco das reais causas do problema.
Abaixo exponho a lista de motivos pelos quais sou contra a redução da maioridade penal:

As leis não podem se basear na exceção

A maneira como a grande mídia cobre estes crimes bárbaros cometidos por adolescentes nos dá a (falsa) impressão de que eles estão entre os mais frequentes. É justamente o inverso. O relatório de 2007 da Unicef“Porque dizer não à redução da idade penal” mostra que crimes de homicídio são exceção:
“Dos crimes praticados por adolescentes, utilizando informações de um levantamento realizado pelo ILANUD [Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente] na capital de São Paulo durante os anos de 2000 a 2001, com 2100 adolescentes acusados da autoria de atos infracionais, observa-se que a maioria se caracteriza como crimes contra o patrimônio. Furtos, roubos e porte de arma totalizam 58,7% das acusações. Já o homicídio não chegou a representar nem 2% dos atos imputados aos adolescentes, o equivalente a 1,4 % dos casos conforme demonstra o gráfico abaixo.”
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E para exibir dados atualizados, dentre os 9.016 internos da Fundação Casa, neste momento apenas 83 infratores cumprem medidas socioeducativas por terem cometido latrocínio (caso que reacendeu o debate sobre a maioridade penal na última semana). Ou seja, menos que 1%.

Redução da maioridade penal não diminui a violência. O debate está focado nos efeitos, não nas causas da violência

Como já foi dito, a primeira reação de alguns setores da sociedade sempre que um adolescente comete um crime grave é gritar pela redução da maioridade penal. Ou quase isso: dificilmente vemos a mesma reação quando a vítima mora na periferia (nesses casos, a notícia vira apenas uma notinha nas páginas policiais). Mas vamos evitar leituras ideológicas do problema.
A redução da maioridade penal não resolve nem ameniza o problema da violência. “Toda a teoria científica está a demonstrar que ela [a redução] não representa benefícios em termos de segurança para a população”,afirmou em fevereiro Marcos Vinícius Furtado, presidente da OAB. A discussão em torno na maioridade penal só desvia o foco das verdadeiras causas da violência.
Instituto Não Violência é bem enfático quanto a isso: “As pesquisas realizadas nas áreas social e educacional apontam que no Brasil a violência está profundamente ligada a questões como: desigualdade social (diferente de pobreza!), exclusão socialimpunidade (as leis existentes não são cumpridas, independentemente de serem “leves” ou “pesadas”), falhas na educação familiar e/ou escolarprincipalmente no que diz respeito à chamada educação em valores ou comportamento ético, e, finalmente, certos processos culturais exacerbados em nossa sociedade como individualismo, consumismo e cultura do prazer.
No site da Fundação Casa temos acesso a uma pesquisa que revela o perfil dos internos (2006):
maioridade_penal_fundacao_casa
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Em linhas gerais, o adolescente infrator é de baixa renda, tem muitos irmãos e os pais dificilmente conseguem sustentar e dar a educação ideal a todos (longe disso). Isso sem contar quando o jovem é abandonado pelos pais, quando um deles ou ambos faleceram, quando a criança nem chega a conhecer o pai, entre outras complicações.
Claro que é bom evitar uma posição determinista, a pobreza e a carência afetiva por si só não produzem criminosos. Mas a falta de estrutura familiar, de educação, a exposição maior à violência nas periferias e a falta de políticas públicas para esses jovens os tornam muito mais suscetíveis a cometer pequenos crimes.
Especialistas afirmam que os adolescentes começam com delitos leves, como furtos, e depois vão subindo “degraus” na escada do crime. De acordo com Ariel de Castro Alves, ex secretário-geral do Conselho Estadual da Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), muitos dos adolescentes que chegam ao latrocínio têm dívidas com traficantes e estão ameaçados de morte, e isso os estimula a roubar.
Vale aqui lembrar a falência da Fundação Casa, que em vez de recuperar os jovens, acaba incentivando os internos a subir esses degraus do crime. Para entender melhor sua realidade, recomendo a leitura da matéria“De Febem a Fundação Casa” da Revista Fórum. Nela temos o relato do pedagogo Carlos (nome fictício), que sofreu ameaças frequentes por contestar os atos abusivos da direção: “A Fundação Casa nasceu para dar errado. Eles saem de lá com mais ódio, achando que as pessoas são todas ruins e que não há como mudar isso. São desrespeitados como seres humanos, são tratados como lixo. E isso faz com que eles pensem que não podem mudar.”
Atuante na Fundação há onze anos, Carlos conta que os atos de violência contra os adolescentes são cotidianos e descarados, apoiados inclusive pelo diretor, que também “bate na cara dos meninos”. Essa bola de neve de violência só poderia resultar em crimes cada vez mais graves cometidos pelos garotos.

A redução da maioridade penal tornaria mais caótico o já falido sistema carcerário brasileiro e aumentaria o número de reincidentes

Prisão superlotada em São Paulo
Prisão superlotada em São Paulo
Dados objetivos: Temos no Brasil mais de 527 mil presos e um déficit de pelo menos 181 mil vagas. Não precisamos nos aprofundar sobre a superlotação e as condições desumanas das cadeias brasileiras, é óbvio que um sistema desses é incapaz de recuperar alguém.
A inclusão de adolescentes infratores nesse sistema não só tornaria mais caótico o sistema carcerário como tende a aumentar o número de reincidentes. Para o advogado Walter  Cenevivacolunista da Folha, a medida pode tornar os jovens criminosos ainda mais perigosos: “Colocar menores infracionais na prisão será uma forma de aumentar o número de criminosos reincidentes, com prejuízo para a sociedade. A redução da maioridade penal é um erro.”
A Unicef também destaca os problemas que os EUA enfrentam por colocar adolescentes e adultos nos mesmos presídios. “Conforme publicado este ano [2007] no Jornal New York Times, a experiência de aplicação das penas previstas para adultos para adolescentes nos Estados Unidos foi mal sucedida resultando em agravamento da violência. Foi demonstrado que os adolescentes que cumpriram penas em penitenciárias, voltaram a delinqüir e de forma ainda mais violenta, inclusive se comparados com aqueles que foram submetidos à Justiça Especial da Infância e Juventude.”
O texto em questão foi publicado no New York Times em 11 de maio de 2007 e está disponível na íntegra na página 34 deste PDF da Unicef.

Ao contrário do que é veiculado, reduzir a maioridade penal não é a tendência do movimento internacional

Tenho visto muitos textos afirmando que o Brasil é um dos raros países que estipulou a maioridade penal em 18 anos. Tulio Kahn, doutor em ciência política pela USP, contesta esses dados. “O argumento da universalidade da punição legal aos menores de 18 anos, além de precário como justificativa, é empiricamente falso. Dados da ONU, que realiza a cada quatro anos a pesquisa Crime Trends(Tendências do Crime), revelam que são minoria os países que definem o adulto como pessoa menor de 18 anos e que a maior parte destes é composta por países que não asseguram os direitos básicos da cidadania aos seus jovens.”
Ainda segundo a Unicef “de 53 países, sem contar o Brasil, temos que 42 deles (79%) adotam a maioridade penal aos 18 anos ou mais. Esta fixação majoritária decorre das recomendações internacionais que sugerem a existência de um sistema de justiça especializado para julgar, processar e responsabilizar autores de delitos abaixo dos 18 anos. Em outras palavras, no mundo todo a tendência é a implantação de legislações e justiças especializadas para os menores de 18 anos, como é o caso brasileiro.”
O que pode estar acontecendo na grande mídia é uma confusão conceitual pelo fato de muitos países usarem a expressão penal para tratar da responsabilidade especial que incide sobre os adolescentes até os 18 anos. “Países como Alemanha, Espanha e França possuem idades de inicio da responsabilidade penal juvenil aos 14, 12 e 13 anos. No caso brasileiro tem inicio a mesma responsabilidade aos 12 anos de idade. A diferença é que no Direito Brasileiro, nem a Constituição Federal nem o ECA mencionam a expressão penal para designar a responsabilidade que se atribui aos adolescentes a partir dos 12 anos de idade”.
Confiram aqui a tabela comparativa entre diferentes países ao redor do mundo. Alguns países vêm seguido o caminho contrário do que a grande mídia divulga e aumentado a maioridade penal. “A Alemanha restabeleceu a maioridade para 18 anos e o Japão aumentou para 20 anos. A tendência é combater com medidas socioeducativas. Estudos apontam que os crimes praticados por crianças e adolescentes, no Brasil, não passariam de 15%. Há uma falsa impressão de que esses jovens ficam impunes, o que não é verdade, pois eles respondem ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)”, argumenta Márcio Widal, secretário da Comissão dos Advogados Criminalistas da OAB.
Também não vejo os grandes jornais divulgarem que muitos estados americanos estão aumentando a maioridade penal.
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Há ainda diversos argumentos contra a redução da maioridade penal, mas o texto já se estendeu muito e vamos focar em mais dois. A medida é inconstitucional; a questão da maioridade faz parte das cláusulas pétreas da Constituição de 1988, que não podem ser modificadas pelo Congresso Nacional (saiba mais sobre as cláusulas pétreas da CF aqui). Seria necessária uma nova Assembleia Constituinte para alterar a questão.
“São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial” (Artigo 228 da Constituição Federal). Ou seja, todas as pessoas abaixo dos 18 anos devem ser julgadas, processadas e responsabilizadas com base em uma legislação especial, diferenciada dos adultos.
Há ainda o clássico argumento de que o crime organizado utiliza os menores de idade para “puxar o gatilho” e pegar penas reduzidas. Se aprovada a redução da maioridade penal, os jovens seriam recrutados cada vez mais cedo. Se baixarmos para 16 anos, quem vai disparar a arma é o jovem de 15. Se baixarmos para 14, quem vai matar será o garoto de 13. Estaríamos produzindo assassinos cada vez mais jovens. Além disso, “o que inibe o criminoso não é o tamanho da pena e sim a certeza de punição”, diz o advogado Ariel de Castro Neves.  “No Brasil existe a certeza de impunidade já que apenas 8% dos homicídios são esclarecidos. Precisamos de reestruturação das polícias brasileiras e melhoria na atuação e estruturação do Judiciário.”
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Concluindo…

Reforçando, tudo o que foi discutido até aqui foi para mostrar o problema de tratar essa questão com imediatismo, impulsividade. Os debates estão sendo feitos quase sempre em cima dos efeitos da violência, não de suas causas, desviando o foco das reais origens do problema.
Que tal nos mobilizarmos para cobrar uma profunda reforma na Fundação Casa, de forma que ela cumpra minimamente seus objetivos? Ou para cobrar outra profunda reforma no sistema carcerário brasileiro, que possui 40% de presos provisórios? Será que todos deviam estar lá mesmo?
E melhor ainda: que tal nos mobilizarmos para que o Governo invista pesado na prevenção da criminalidade, como escolas de tempo integral, atividades de lazer e cultura? Estudos mostram que quanto mais as crianças são inseridas nessas políticas públicas, menores as chances de serem recrutadas pelo mundo das drogas e pelo crime organizado.
“Quando o Estado exclui, o crime inclui”, afirma Castro Alves. “Se o jovem procura trabalho no comércio e não consegue, vaga na escola ou num curso profissionalizante e não consegue, na boca de fumo ele vai ser incluído.”
Na teoria o ECA é uma ótima ferramenta para prevenir a criminalidade. Mas há um abismo entre a teoria e a prática do ECA: a falta de políticas públicas para a juventude, a falta de estrutura e os abusos na Fundação Casa acabam produzindo o efeito contrário do desejado. Mesmo assim, a reincidência no sistema de internação dos adolescentes é de aproximadamente 30%. No sistema prisional comum é de 60%, segundo o Ministério da Justiça.
No fim das contas, suspeito que boa parte da sociedade não quer recuperar os jovens infratores. Muitos gostariam mesmo é de fazer justiça com as próprias mãos ou que o Estado aplicasse a pena de morte, como sugeriu o filósofo Janine Ribeiro no calor da emoção. Mas já que isso não é possível, então “que apodreça na cadeia junto com os adultos”.
Por causa de fatos isolados, como a tragédia do menino João Hélio e do estudante Victor Hugo, cobram do governo a redução da maioridade penal, uma atitude impulsiva e irresponsável que iria piorar ainda mais a questão da violência no Brasil. A questão é tentar reduzir a violência ou atender a um desejo coletivo de vingança?

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A verdade sobre o MENSALÃO !!!



Globo se enforca no 'Mensalão': ou anula condenações, ou a TV irá para a forca junto

Globo se enforca no 'Mensalão': ou anula condenações, ou a TV irá para a forca junto

O julgamento do "mensalão" (AP-470) entrou numa sinuca de bico, agora que virão os recursos. A base da condenação dos petistas foi que teria havido desvio de dinheiro público da Câmara dos Deputados e da Visanet (aliás é empresa privada). Porém tanto a Câmara dos Deputados como a Visanet tem provas de que o dinheiro foi gasto para fazer anúncios ou patrocínios esportivos e culturais. As provas não se limitam a recibos e notas fiscais, mas também nos próprios anúncios (que foram efetivamente veiculados), principalmente nos mais famosos jornais, revistas e TV`s do Brasil. E estão registradas para todo mundo conferir nas páginas impressas e nos videotapes.

Sabe-se lá porquê, a maioria dos ministros do STF, ignorou essas provas apresentadas pela defesa, atestadas por laudos de auditoria, e tratou tudo como se fosse dinheiro desviado.

Pois bem, agora só tem um jeito: inocentar quem foi condenado injustamente com base em informações falsas.

Do contrário, para sustentar essa tese de condenação, só se admitir que a Globo, Folha, Veja, Estadão, etc, teriam feito parte da quadrilha para receber o dinheiro da SMPB e desviá-lo, como observou o ministro Lewandovski em seu voto, no caso do contrato da Câmara.

Logo, ou o STF terá que anular diversas condenações, onde tomou por base essa estória de desvio da Câmara e da Visanet, ou terá condenar também, por exemplo, a TV Globo, com as seguintes consequências:

- Os gestores da emissora (e dos jornalões) que supostamente participaram do suposto desvio, teriam que ser condenados tanto quanto Marcos Valério;

- O Ministério Público teria que abrir ação exigindo devolução do dinheiro, recebido pelas empresas de mídia, aos cofres públicos;

- A TV Globo, os jornalões e revistas que receberam o dinheiro da SMPB teriam que ser consideradas empresas inidôneas por corrupção, e ficarem proibidas de fazer qualquer contrato com o governo e com estatais, além de ficarem proibidas de contrair empréstimos de bancos públicos, por um longos anos.


- Por ser uma concessão pública, se uma TV for considerada inidônea por corrupção, o Congresso terá que cassar sua concessão (sem nenhum arbítrio, conforme a Constituição), pelo mesmo motivo que cassa deputados.

Aliás, do jeito que o julgamento tratou o BV (Bônus de Volume), como se fosse "propina", no mínimo, por coerência, a emissora teria que estar arrolada no processo, e teria que "provar sua inocência" da mesma forma que foi exigido dos demais réus.

A revista "Retrato do Brasil", da imprensa alternativa ao PIG (Partido da Imprensa Golpista), faz uma série de reportagens históricas, mostrando as provas irrefutáveis da defesa, que foram ignoradas.

Os jornalões, revistonas e TV's ainda mantem um silêncio sepulcral sobre o assunto, porque não tem como desmentir a reportagem. Mas não terão como fugir de verem suas empresas como as maiores beneficiárias do dinheiro, naquilo que inventaram ser o mensalão.

A falta da velha mídia ter escondido estes fatos no noticiário é um dos episódios que entrará para história dos grandes vexames da imprensa golpista, ao lado de episódios como o golpe da Proconsult e da bolinha de papel nas eleições de 2010.
O colunista Elio Gaspari (jornais Folha de São Paulo e O Globo) já prepara o terreno. Publicou essa notinha na coluna de domingo:
NAS BANCAS
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Está chegando às bancas uma edição especial da revista "Retrato".
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Sua capa diz tudo:
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"A construção do mensalão -- Como o Supremo Tribunal Federal, sob o comando do ministro Joaquim Barbosa, deu vida à invenção de Roberto Jefferson."
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Coisa do respeitado jornalista Raimundo Rodrigues Pereira.

sábado, 6 de abril de 2013

Estatuto da Juventude entrará na pauta de votações, afirma Vargas


Estatuto da Juventude entrará na pauta de votações, afirma Vargas
 Representantes da JPT e da UNE

O secretário nacional de juventude do Partido dos Trabalhadores (PT), Jefferson Lima, e o vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Angelo Ranieri, estiveram reunidos com o primeiro-vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), solicitando o apoio na votação do Estatuto da Juventude (PL 4529/04).

O Estatuto já passou pela Câmara, está em análise no Senado Federal, e logo será encaminhado novamente à Câmara dos Deputados para votação. “Vim pedir ao André Vargas, o apoio e o empenho para que o estatuto seja votado o mais rápido possível, quando chegar à Câmara”, esclareceu Lima.

O parlamentar apoia o estatuto e disse que fará o possível para colocá-lo na pauta de votações.

Estatuto da Juventude - Vai beneficiar jovens entre 15 e 29 anos de idade com políticas públicas específicas para essa faixa etária, regulamentando e ampliando os direitos nas áreas de educação, saúde, cultura, entre outros.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Não sou o Azenha, mas devo 78 mil reais por uma unica postagem em meu Blog




Sou um dos tantos Brasileiros que estão com a vida financeira arrasada  por conta da judicialização da democracia Brasileira.  Não sou o Azenha, Não sou o Paulo Henrique Amorim, nem um dos outros tantos famosos da Blogosfera Progressista. Sou  apenas mais um Blogueiro do Brasil. Fui condenado a pagar uma multa eleitoral de 50 mil reais por uma unica postagem em meu blog no ano de 2009 (uma enquete eleitoral de uma eleição Municipal fora de hora em Londrina). Pois bem recorri da referida multa e tive ela mantida pelo TSE, ou seja ou paga ou paga! O debito foi para a divida ativa da união e hoje ela atualizada já soma 78 mil reais, fiz um parcelamento em 60 vezes de 1.300 reais. Estou pagando na medida do possível  O Problema é que esta multa gerou muitas complicações para minha vida alem do gasto financeiro. Por conta da multa estou desde dezembro do ano passado  sem receber o meu salario na Câmara dos Deputados, onde presto assessoria. Pensão alimentícia  prestação do carro, gastos do dia a dia tudo atrasado !!!  Estou lutando mais uma vez na justiça para que tenha meu direito ao salario garantido, mais a situação não é fácil porem ela alimenta ainda mais a minha luta  pela democratização das comunicações no Brasil.

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