quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Lula defende fortalecimento dos meios de comunicação de esquerda


Durante ato de 30 anos da CUT, ex-presidente diz que campo progressista não pode esperar cobertura positiva de veículos tradicionais que 'defenderam a ditadura'


Lula defende fortalecimento dos meios de comunicação de esquerda








Lula conversa com sindicalistas na chegada ao evento da CUT (Foto: Juliana Knobel/Frame/Folhapress)




Paulo - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje (27) que o movimento sindical e os setores progressistas da sociedade invistam mais na organização de seus próprios meios de comunicação, ao invés de esperar imparcialidade da mídia tradicional e conservadora em relação aos governos e às reivindicações de esquerda.
Para ele, é preciso parar de reclamar por não ter saído no jornal ou ganhado destaque na imprensa. “Esses formadores de opinião pública defenderam a ditadura”, disse Lula, durante o ato que deu início às comemorações dos 30 ano da CUT, em São Paulo.
“Essa gente nunca quis que houvesse eleições, só publicaram os protestos da Diretas-Já quando já havia 300 mil nas ruas, só publicaram quando já estávamos na rua”, disse o ex-presidente.
Segundo ele, a esquerda tem condições de organizar instrumentos que formem um “pensamento coletivo e unitário” para se contrapor aos ataques da direita.
“Por que a gente não começa a organizar a nossa mídia? Ao invés de cada um ficar falando o que pensa, por que não organizamos um pensamento coletivo? Nós podemos fazer isso”, defendeu.
Dirigindo-se ao presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, Lula afirmou que a entidade tem que “dar um salto” e passar a atuar mais no auxílio aos movimentos sociais com pouca estrutura. “Economicismo é bom, mas não é tudo. Um pouco de política e organicidade vale pra caramba”, disse.
O ex-presidente cobrou ainda maior mobilização popular da central. “A CUT tem que ir pra rua. Não nasceu pra ficar dentro de um prédio”.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Jornal da Câmara destaca PL de João Arruda que anistia jornalistas de multas eleitorais



O Jornal da Câmara destacou, em sua última edição, o projeto de lei do deputado João Arruda (PMDB-PR), que anistia jornalistas e empresas de comunicação de multas aplicadas pela Justiça Eleitoral em período eleitoral. O PL 4653/12 tramita em carácter conclusivo e será votado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
“A medida estabelece que a anistia é restrita às multas aplicadas pela manifestação de opinião e não alcança punições aplicadas por irregularidades em doações de campanha”, destaca o informativo impresso da Câmara dos Deputados, na edição desta sexta-feira (22).
        De acordo com o projeto, a anistia é retroativa e vale para as campanhas eleitorais de 2008, 2010 e 2012. Segundo João Arruda, a proposta quer impedir a restrição “ao livre direito de manifestação”, o que tem levado “a um evidente desvirtuamento da função pedagógica das multas”.
Leia a seguir a íntegra da reportagem do Jornal da Câmara:
Proposta anula multas eleitorais aplicadas a jornalistas
A Câmara analisa o Projeto de Lei (PL 4653/12), do deputado João Arruda (PMDB-PR), que anistia as multas aplicadas pela Justiça Eleitoral a jornalistas, editores de blogs e pessoas jurídicas que exerçam atividades de comunicação social. A medida vale para multas aplicadas entre 2008 e 2012.
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), inclusive em seu mérito.
A medida estabelece que a anistia é restrita às multas aplicadas pela manifestação de opinião e não alcança punições aplicadas por irregularidades em doações de campanha, decorrentes do não cumprimento da obrigação de votar ou do não atendimento à convocação da Justiça Eleitoral, por exemplo.
Para o deputado, a restrição “ao livre direito de manifestação” tem levado “a um evidente desvirtuamento da função pedagógica das multas”.
Assim, acrescentou o deputado João Arruda, o objetivo do projeto é garantir segurança às pessoas que, “acreditando nas liberdades constitucionais de manifestação do pensamento, acabaram punidos muitas vezes com multas desproporcionais que chegam a inviabilizar a própria atividade”.

Para ler a versão em PDF do Jornal Câmara acesse o link http://www.camara.gov.br/internet/jornal/JC20130222.pdf

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