segunda-feira, 1 de julho de 2013

Erro da Justiça: Jovem é absolvido após ficar seis anos internado em hospital psiquiátrico


Defesa afirma que estudante de 26 anos desenvolveu esquizofrenia na prisão.




Após ficar seis anos internado no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Santa Catarina, em Florianópolis, acusado de assassinato, um estudante e pedreiro de 26 anos foi absolvido pelo Tribunal do Júri.

A defesa do rapaz afirma que ele desenvolveu esquizofrenia na prisão em razão do suposto erro judicial de mantê-lo preso pelo crime que não cometeu.

O júri popular aconteceu na quinta-feira. O jovem era acusado de participar da morte do repositor Ciro Lopes de Carvalho, 22 anos, em junho de 2006, na Capital. Por 4 votos a 1, os jurados o consideraram inocente.

— Sem nunca ter cometido crime algum, o rapaz permaneceu preso e depois ficou internado seis anos no manicômio Judiciário. Houve uma sucessão de erros do Estado, que o manteve preso sem provas contundentes. Ele foi colocado como laranja para assumir crime que não cometeu  — afirma o advogado que atuou no julgamento, Cláudio Gastão da Rosa Filho.

De acordo com o advogado, há laudos atestando que o jovem desenvolveu esquizofrenia por causa da privação a que foi submetido.

O advogado afirma que ele foi incriminado por testemunhas secretas que afirmaram terem visto o suspeito roubando pertences pessoais da vítima. No decorrer do processo, os depoimentos foram desmentidos, diz Gastão.

O caso em questão teve ampla repercussão em 2006. O corpo de Ciro foi encontrado enterrado no Morro da Macumba, no Bairro Saco dos Limões, onde o rapaz inocentado também morava.

A família de Ciro contou na época que teria sido morto após cobrar dívida de dois relógios que havia vendido. Outras duas pessoas haviam sido presas pela polícia no caso, uma foi condenada e outra absolvida.

O estudante absolvido - o segundo nesta ação - está em casa com os pais e vai continuar o tratamento. O advogado disse que irá entrar com pedido de indenização contra o Estado.

DIÁRIO CATARINENSE

Ainda bem que existem advogados criminais da excelência do DR. Cláudio Gastão da Rosa Filho, porém uma reforma do Judiciário se faz mais que necessária 

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