quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Teremos obras, prefeito Ribeiro?




Se não tomarem cuidado, a gestão do prefeito Joaquim Ribeiro passará para a história como a pior de Londrina. Pesquisas mostram que governos tecnocratas não são bons de desenvolvimento social, e por um motivo bem pragmático: porque priorizam as contas e não as pessoas. E em função da crise política que se instalou em Londrina, que culminou com a recente cassação do então prefeito Barbosa Neto, a imprensa, que normalmente carrega a bandeira da fiscalização social, ainda não acordou para esta nova realidade.

Um bom prefeito é aquele que consegue administrar uma cidade com o pouco de dinheiro que tem (e até com o que não tem). A função de um prefeito é realizar obras e aplicar na manutenção dos equipamentos públicos, não é radicalmente cortar investimentos generalizados. Dá a impressão que o prefeito ficará cinco meses plantado atrás da escrivaninha e arrecadando impostos só pra pagar o funcionalismo.

A atual administração já anunciou vários cortes sociais, como a obra da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim do Sol, a contratação de 300 funcionários para diversas secretarias, incluindo 100 médicos (como se não estivéssemos com crise na Saúde), os pagamentos de parcelas de obras em andamento e vetou o início de novas obras, incluindo as despesas para o lendário teatro municipal.

Um bom prefeito é aquele que faz dívidas. Mas dívidas conscientes e pagáveis pelo erário, ainda que em longo prazo. São as chamadas “dívidas do bem”, que são aplicadas no desenvolvimento do município. Mas o Ribeiro – que, aliás, foi eleito vice-prefeito para também realizar obras e manutenções quando assumisse – parece que não pretende fazer nada disso até o final do ano. Infelizmente Londrina vai ficar parada no tempo.

Se eu fico desempregado vou morar debaixo da ponte. Uma empresa abre falência e fecha as portas, mas uma instituição como a Prefeitura jamais deixará de existir. O Brasil tem 5.563 municípios e eu não conheço nenhum onde o prefeito fechou as portas e jogou a chave no laguinho...

Aos tecnocratas, falta competência política. Falta competência em gestão social. Falta a ousadia dos empresários bem sucedidos... Pelo jeito não é o nosso caso. Infelizmente.

Fica aqui o meu protesto!

REGINALDO ASSIS DE OLIVEIRA
COMERCIANTE
RUA SOUZA NAVES, LONDRINA

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