segunda-feira, 23 de julho de 2012

Redes sociais são trunfo para campanha na internet, dizem senadores



Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O uso de ferramentas da internet, em especial das redes sociais, como um canal permanente de interatividade com o cidadão tem feito parte da rotina de parlamentares e pode ser um trunfo nas eleições municipais de outubro, de acordo com senadores ouvidos pela Agência Brasil. Independentemente de ser ano eleitoral é senso comum que esse é um instrumento capaz de dar objetividade e foco ao trabalho do político, seja no comando de prefeituras ou no Parlamento.

O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (PT-BA), disse que incorporou ao exercício parlamentar várias propostas de integrantes de sua rede social. Como exemplo, citou o direito de acesso a informações de órgãos públicos e a prestação de contas do trabalho desenvolvido como itens agregados à plataforma de campanha ao Senado em 2010.

Os candidatos ao cargo de prefeito devem estar atentos a esses posicionamentos manifestados pelos cidadãos na rede, diz o petista. “Ao contrário da TV e do rádio, a internet é uma qualificadora do caminho de volta. Nela, há interatividade imediata entre o eleitor e o candidato.”

O presidente do Democratas (DEM), senador José Agripino Maia (RN), também destaca o poder instantâneo da rede mundial de computadores. “É uma ferramenta que deve ser usada como um instrumento de comunicação e debate de ideias”, disse. Veterano no uso das mídias sociais, ele ressalta a importância que os comitês das campanhas devem dar à internet, assim como a TV e o rádio, na formação da opinião do eleitorado. Para ele, o custo praticamente zero nas campanhas eleitorais na rede é outro ponto positivo.

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), defende o uso contínuo da ferramenta e não apenas em ano eleitoral. “Só acredito em um bom retorno da campanha pela internet para quem já a utiliza no seu dia a dia para conversar diretamente com o cidadão.”

Na semana passada o PMDB, partido que hoje detém o maior número de prefeituras no país, mostrou a importância que dará na campanha de 2012 a essa ferramenta. O presidente do partido, senador Valdir Raupp (RO), apresentou aos parlamentares a integração de suas mídias sociais – site, blogs, Facebook, Twitter eYoutube.

O senador e membro da Executiva Nacional do partido, Eunício Oliveira (CE), por exemplo, já mantém uma equipe só para divulgar sua atividade parlamentar e o manter informado das demandas de seu eleitorado. “Somando as minhas redes sociais tenho mais de 60 mil seguidores. No meu estado, o jornal de maior circulação tem tiragem diária de 18 mil exemplares”, disse à Agência Brasil.

Desde o dia 5 de julho, os candidatos às eleições municipais de outubro estão autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a fazer campanha na internet. Pela resolução do TSE, poderão ser usados sites dos candidatos, do partido ou da coligação com o endereço eletrônico registrado no tribunal. A resolução veda a veiculação de qualquer propaganda paga nesses portais. Também está aberta a propaganda nas ferramentas das redes sociais desde que geridas pelo candidato, partido ou coligação.




Edição: Talita Cavalcante

DIÁRIO CAMPANHA MARCIA LOPES 22-07

domingo, 22 de julho de 2012

Google+ supera Facebook em satisfação de usuários



Na estreia, rede social do Google ficou em primeiro lugar na lista, enquanto Facebook ficou em último lugar entre os sites de relacionamento



Ranking de satisfação do usuário



Se os números do Google+ ainda não chegam aos pés do Facebook, agora o Google tem outro motivo para celebrar: seus usuários estão mais satisfeitos.



Esse é o resultado de um estudo feito pela American Customer Satisfaction Index, que aponta um índice de satisfação de 78% em usuários norte-americanos do Google Plus, enquanto apenas 61% se consideram satisfeitos com o Facebook.



Além de ultrapassar seu principal concorrente, o Google Plus passou a liderar o ranking de satisfação do usuário entre as redes sociais, ficando a frente de Twitter, Linkedin e Pinterest.



O menor volume de propaganda, o foco maior em privacidade e a melhor experiência em dispositivos móveis foram apontados como as grandes vantagens do Google Plus. Além disso, as constantes mudanças na interface estão entre as principais queixas dos usuários do Facebook.



Entretanto, as queixas dos usuários estão longe de interromper o crescimento da rede social de Mark Zuckerberg, que ocorre principalmente nos países emergentes, como Brasil, Índia, México e Indonésia. Do alto, o Facebook observa de muito longe seu principal concorrente.



Mesmo com as queixas, neste ano o Facebook já anunciou várias novidades em relação à propaganda na rede. A principal mudança foi a transferência de alguns anúncios pagos, que antes ficavam na barra lateral direita, para o mesmo espaço das atualizações de amigos e fan pages. Isso só acontece com anúncios vindos de páginas que os usuários curtem.


O futuro das redes sociais
É difícil fazer qualquer previsão quanto ao crescimento das duas grandes redes sociais da atualidade. Segundo o Google, sua nova rede social teve um crescimento de 43% no número de visitantes únicos norte-americanos no mês de junho. No total, 31,9 milhões de americanos acessaram a rede, bem menos que o Facebook, com seus 158 milhões de visitantes.



No Brasil, o Facebook continua crescendo e já bate na casa dos 50 milhões de usuários, aproximadamente 25% da população. Um crescimento gigantesco se pensarmos que em 2009 o número de brasileiros na rede não passava dos 209 mil.



Mesmo não tendo vingado por aqui, já é hora de usuários e anunciantes darem mais atenção ao Google+. A rede, que no início gerava desconfiança, solidificou-se em seu país de origem, o que pode se repetir nos mercados emergentes. Segundo dados publicados no começo do ano, o Brasil já é o 3º país com maior número de usuários no serviço. É importante citar que por trás dele está ninguém menos que o Google, uma das maiores empresas do mundo.



E você, está contente com o Facebook? Já pensou em dar uma chance para o Google Plus?


Mais detalhes sobre a pesquisa estão no site da ACSI

Andre Guimaraes - Consultor de Rede Sociais

Recado para a militância do PT do Espirito Santo !!

Conselho da ONU sugere fim de Polícia Militar no Brasil



Recomendação foi apresentada pela Dinamarca em sabatina sobre a situação dos direitos humanos no Brasil

Jamil Chade, correspondente em Genebra

Abolir a Polícia Militar, acusada de execuções sumárias e de violações. A recomendação foi apresentada pela Dinamarca e faz parte das sugestões apresentadas pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU ao Brasil, no marco da sabatina realizada sobre a situação dos direitos humanos no Brasilnas conclusões dos trabalhos, a sugestão de acabar com a força policial foi incluída no texto.

No total, a sabatina do Brasil resultou em 170 recomendações ao País sobre como superar as violações de direitos humanos, numa clara demonstração de que, apesar de certos avanços, a situação social, econômica e de igualdade ainda é preocupante.

Mas o governo preferiu não dizer ontem quais das 170 recomendações aceitará aplicar - um direito que tem - e pediu até setembro para que se estude cada uma das sugestões. A delegação brasileira na sabatina, porém, foi uma das mais numerosas que a ONU já recebeu neste ano, com 36 integrantes. Em 2012, só a sabatina do Bahrein, país que vive momentos de turbulência, contou com uma delegação maior para se defender. Para a entidade Conectas, a parte mais dificil será a implementação de todas as recomendações.

Um dos principais pilares das recomendações no Conselho focou na questão policial e da impunidade. Para o governo da Dinamarca, seria recomendável "abolir o sistema separado de Polícia Militar, aplicando medidas mais eficientes para reduzir a incidência de execuções extra-judiciais".

Governos não hesitaram em denunciar os "esquadrões da morte" no Brasil, como no caso da Coreia do Sul e do Vaticano. Enquanto a Austrália sugeriu que o projeto de UPP seja usado em outros estados do Brasil, a Espanha pediu para que a educação em direitos humanos seja parte das forças de segurança.

Para quase uma dezena de países, entre eles a Alemanha, chegou o momento de o Brasil garantir que crimes cometidos por políciais e outros agentes de segurança sejam devidamente investigados e que o combate à impunidade seja alvo de uma campanha. A situação penitenciária também foi alvo de recomendações, principalmente a situação vivida por mulheres. No documento apresentado ontem, o Conselho sugere que o Brasil "reforme seu sistema penitenciário". Entre os que apelam para uma melhoria das prisões está o Vaticano.

Verdade. Outro tema destacado foi a criação da Comissão da Verdade, para investigar os crimes durante a ditadura. Argentina e Paraguai incluíram no texto um apelo para que o Brasil amplie seus esforços para "garantir o direito à verdade para as vitimas". Já a França foi além e recomendou que a comissão seja dotada de "recursos necessários" para reconhecer o direitos das vítimas à Justiça.

As recomendações incluem até mesmo um pedido de garantias por parte do Canadá de que as obras para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 não resulte em deslocamentos massivos de pessoas. "Os residentes de zonas afetadas devem ter informação plena sobre as propostas que os afetam", recomenda o texto, que ainda pede negociações com as comunidades implicadas e compensações financeiras.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Crisis and recovery: The Iceland question


Jul 2nd 2012, 18:21 by R.A. | WASHINGTON

CORRECTION: The perils of the internet age. The motivation for this post was a debate playing out over twitter this morning, between Tyler CowenMatt Yglesias, and Matt O'Brien, among others. I grabbed the link to the CFR post mentioned below from this tweet and in my haste to comment neglected to note that it was published in 2010. Mea culpa. Mr Cowen's initial remarks were probably prompted by this new CFR post, which updates the one discussed below. Here are the key charts, updated:

Interestingly, updating the data doesn't much change the story. From the crisis trough in output, Iceland has performed about as well as the Baltic economies and significantly better than Ireland. The key point in the post below stands; the Baltic economies remain substantially poorer than Iceland and most euro-zone members and should therefore be expected to have a much faster rate of underlying growth thanks to the potential for catch-up. That they've essentially kept pace with rich Iceland rather than catching up points to the advantage of adjustment via devaluation, as does Iceland's good performance relative to Ireland.
Put differently, it is telling that to spin a story of growth via internal devaluation one has to resort to citing emerging markets—notably, ones that have managed very little catch up over the past 5-6 years at a time when other key emerging markets were marking enormous gains.
The original post begins here.
PAUL KRUGMAN has spent the past few years making an economic point that used to pass for something like truth: economic adjustments are much, much easier to make when you have a floating currency. It wouldn't have occurred to me a few years ago that it was necessary to defend such an economic point. But apparently it is, and so you have Mr Krugman pointing out that Iceland's economic adjustment, supported by a large depreciation, has occurred quickly while adjustments in the Baltics, where governments have kept their euro pegs, have been protracted and painful. This isn't controversial in the least, but it somehow strikes many writers as both insulting to Baltic governments and people and economically mistaken to acknowledge the data. As I wrote last month:
[T]he macroeconomic facts are not in dispute. Baltic economies are growing once again. But it took a very deep downturn to get them there, including an extraordinary collapse in domestic demand and extraordinarily high unemployment. Despite recent growth, output in the Baltics remains well below pre-crisis levels—below even the trend level suggested by the pre-bubble years before 2005. It is neither an insult to the Baltics or a falsehood to point out that their experience has in fact been remarkably painful.
The latest unjustified swipe at Mr Krugman comes from the Council on Foreign Relations. It begins its attack by reproducing a chart used by Mr Krugman:


But this apparent good performance, CFR argues, is down to playing with dates. If one zooms out, they suggest, a different picture emerges:

The implication is, first, that Iceland and Ireland have on the whole done worse than Estonia and Latvia, and, second, that to the extent that the Baltic experience has been tough in recent years that's mostly down to the bigger pre-crash boom.
There's a rather significant mistake being made here, which you may well have spotted already: Iceland and Ireland were much, much richer than Latvia and Estonia in 2000. Indeed, if we take a look at per capita GDP, on a PPP basis, we see that in that year Iceland and Ireland were about four times richer than the Baltic states. That is, they were operating close to typical rich-world levels, while the Baltic economies, depressed after decades of Soviet mismanagement, still had lots of room for rapid catch-up growth. Given the scope for catch-up and the boom in the broader European economy, it would have reflected incredibly poorly on Baltic governance if they had not grown much faster than rich Iceland and Ireland. With that fact in mind, the recent performance of the Baltics actually looks far worse. The Baltics ought to be converging with rich-world levels of per capita output. Thanks to the depth of the crash associated with a painful, euro-pegged adjustment, the Baltics spun their wheels in the 2000s, scarcely catching up with advanced economies over the period.
Put differently, unless we assume that pre-crisis growth was mostly bubbly, then underlying Baltic growth is considerably faster than for Western European economies, and the recent growth shortfall has therefore been quite large relative to trend. Either the Baltics weren't heroic reformers prior to the crisis and most of the catch-up from 2000 to 2007 was illusory, or recent Baltic macro policy has been extraordinarily costly.
Now, it's still possible to question the value of devaluation by comparing the Icelandic experience to that in Ireland; Iceland has not done substantially better than Ireland despite the fact that Ireland lacks a currency to depreciate. One is tempted to simply say that these are both tiny, idiosyncratic economies and comparisons aren't informative, but that feels like a cop out. Instead, one could note that exports as a share of the economy are larger for Ireland than Iceland (leveraging any change in competitiveness into a comparatively larger change in the real economy). And one could point out that Ireland's largest trading partners are outside of the euro-area; its biggest export partner by far is America, which has done substantially better than the euro zone over the past year. Iceland's largest export destinations are in the euro area.
Honestly, I'd be happy if we retired Iceland from the macro discussion altogether. It has half the people and one-seventh the real output of the District of Columbia, and fish and fish products account for nearly half of its exports. So long as we're focusing on it, however, its experience relative to the Baltics supports the Krugman view of recovery and adjustment.

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