sexta-feira, 2 de julho de 2010

Violência é também questão de saúde

A maior causa de internação dos brasileiros é a violência, segundo o Ministério da Saúde. Nessa conta, estão incluídos os casos de violência doméstica, no trânsito, sexual, urbana. Além do tratamento das lesões físicas, o governo está preocupado com a saúde mental das vitimas de violência.
Em 448 cidades brasileiras, com maior população, já contam com uma rede integrada entre diversos atores, para o tratamento adequado de cada caso. Nesses municípios, o profissional de saúde preenche uma ficha de identificação assim que detecta um caso de violência . “As vítimas, geralmente, são atendidas primeiro nos prontos socorros. Lá o profissional identifica o que é necessário no tratamento do paciente. Se for o caso, ele já vai ser encaminhado para um tratamento psicológico”, explica Marta Alves, coordenadora da área técnica de prevenção de violências e acidentes do Ministério da Saúde.


Estresse pós-traumático, distúrbios e fobias são comuns entre as vítimas de violência. Mesmo se não for identificado um trauma já no primeiro diagnóstico, o paciente pode procurar uma unidade básica de saúde ou mesmo um Centro de Atendimento Psicossocial (CAPs).

Marta explicou que não é só no atendimento a vítima que age o Ministério da Saúde, mas também na prevenção.” Somos parceiros em diversas campanhas educativas, como a que previne o uso de crack, no combate a mistura bebida e direção de veículos”, diz.

As marcas de uma violência, muitas vezes, não se resumem a cicatrizes no corpo. É bastante comum o psicológico ser abalado por uma situação grave, como violência sexual. Foi o caso da catarinense Maria Aparecida Marques. ”Tive um surto muito forte, não conseguia fazer nada. Tinha medo dos meus irmãos. Eu já era casada,e eles já não podiam me encontrar, mas mesmo assim vivia tudo de novo”.

Aparecida também desenvolveu distúrbio bipolar e começou, também, a ter visões. “Foram noves anos de surtos frequentes. O tratamento foi sofrido, mas eu venci”, conta. Hoje, mãe de dois filhos e já com 41 anos, Aparecida faz tratamento no CAPs de Laguna (SC), onde mora. Ela diz que é muito bem assistida e faz diversas atividades terapêuticas no Centro.

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