sexta-feira, 2 de abril de 2010

Internet deve ser tratada como prioridade nas Eleições 2010, diz "blogueiro de Obama"





Sam Graham-Felsen, blogueiro da campanha presidencial de Barack Obama em 2008, concede entrevista ao UOL no Rio


Em 4 de novembro de 2008, quando a contagem dos colégios eleitorais dava conta de que o senador republicano John McCain estava definitivamente derrotado, não foi apenas o grito de “Yes, We Can” diante da recessão econômica, tampouco o fato inédito de um negro ser eleito para ser o 44º presidente dos Estados Unidos, que se sobressaíram na vitoriosa campanha democrata de Barack Obama.






"Na campanha de 2008 do Obama foi o momento que o mundo todo reconheceu o quão poderosa a internet poderia ser numa eleição. Nós arrecadamos dois terços do dinheiro da campanha somente em doações online”. A declaração é de Sam Graham-Felsen, um dos diretores de novas mídias da campanha de Obama à presidência, e responsável pelo site “barackobama.com”, o blog que se transformou em plataforma de campanha responsável por números expressivos.






Além dos dois terços de toda as doações arrecadadas, foram recrutados cerca de R$ 2 milhões de voluntários, outros tantos milhões de seguidores nas redes sociais (Facebook, Twitter, My Space etc), e uma lista de e-mails com 13 milhões de cadastrados foi formada. Por mais que a eleição norte-americana seja por meio de um modelo diferente do brasileiro (cada Estado tem um peso de acordo com o sistema eleitoral do país e a maioria de votos faz o candidato conquistar o colégio de cada federação), o recado para as eleições 2010, na qual os brasileiros escolherão presidente, governador, dois senadores, além de deputados federais e estaduais, está dado.






“Se alguém quer aprender algo com a campanha do Obama tem que levar a internet a sério. Deve ser umas das prioridades da campanha. Deve haver um staff para tratar somente destas novas mídias. E lembrar que estas pessoas não são aquelas que apenas consertam computadores, mas que precisam ser tratadas como gerentes nesta questão. Isso é realmente importante”, aponta o “blogueiro de Obama”, que atualmente é um dos diretores do projeto Aliance for Youth Movements, uma espécie de ONG para jovens ativistas digitais.

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