sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Érica, estamos com você.


Por Lorena Rostirolla
Londrina toda está sensibilizada com o caso de Érica Pedrão de Brito, que foi atingida por uma pedra (na verdade um pedaço de concreto de cerca de 1,5kg) quando voltava para casa com o namorado Anderson Batista Ambroziak, no sábado (06), entre 1h e 1h30 da madrugada.

A versão de Anderson sobre o ocorrido foi registrada na polícia civil que já abriu o inquérito e está investigando. Segundo ele, ao sair de um churrasco na casa de amigos, para voltar para o centro da cidade, antes de passar pelo restaurante Fogão Caipira, na avenida Celso Garcia Cid, os dois ouviram um barulho e sentiram o baque de um objeto atingindo a lanterna traseira do carro. Enquanto Anderson virou-se para trás para tentar ver o que estava ocorrendo, Érica o avisou da movimentação à frente do carro. Anderson não parou o carro e neste momento, enquanto seguia pela Celso Garcia Cid, várias pessoas estavam vindo em direção ao carro atirando pedras e acertando o veículo com bastões e outros objetos. A única reação de Anderson foi acelerar o carro para sair o mais rápido possível dali. Foi quando uma grande pedra acertou o capô do fusca, depois bateu no parabrisa quebrando-o e acertando a cabeça de Érica. Anderson não viu quando ela foi atingida porque o parabrisa estilhaçou, mas sentiu quando ela desfaleceu em seu ombro. Ele parou o carro quando se sentiu em segurança (a cerca de 200 metros) e percebeu que ela não respirava. Começou então a fazer massagem cardíaca e respiração boca a boca e ela voltou a respirar no mesmo instante que um motorista de um micro-ônibus da TCGL parou e ligou para o Samu, que em menos de dois minutos chegou para prestar o atendimento. Também parou um motorista de um micro-ônibua de empresa particular para prestar socorro. O Samu, ao atender Érica, solicitou a escolta da polícia militar para todos que estavam no local para garantir a segurança para sair do local e irem todos para o Hospital Evangélico, onde Érica está internada em estado grave, com risco de morte.

Esta versão de Anderson é a que ele tem dito para todos e, inclusive, a imprensa. E Anderson reforça: NÃO HAVIA NINGUÉM APARENTE QUANDO ELE ENTROU NA AVENIDA CELSO GARCIA CID E TAMBÉM NÃO HAVIA BLOQUEIO OU BARREIRA À SUA FRENTE. A VIA PARECIA DESERTA E ESCURA NAQUELE MOMENTO E LOGO APÓS ELE PODE PERCEBER QUE AS PESSOAS VINHAM DAS CALÇADAS JÁ ATIRANDO OS OBJETOS.

Do contrário, da parte dos indígenas várias versões foram dadas à imprensa, UMA PARA CADA VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO:

- que o Anderson estava bêbado e que jogou o carro em cima das pessoas;

- que ele passou em alta velocidade;

- que ele foi avisado pelos índios para não passar pelo local;

- que foi um revide porque um índio havia levado um tiro um tempo antes;

- que um carro e uma moto passaram atirando nos índios e Anderson e Érica passaram e foram apedrejados como uma reação ao ataque (como se tudo tivesse acontecido ao mesmo tempo);

- que toda ação tem uma reação, como se os indígenas estivessem reagindo ao fato de um índio ter sido atingido por um tiro ou colocando Anderson como agressores e não agredidos;

- que os índios não usaram pedras (não sei se choro ou se rio disso porque a pedra está onde caiu - dentro do carro - com o sangue de Érica);

EU, LORENA PIRES ROSTIROLLA, QUERO DEIXAR BEM CLARO QUE SEMPRE DEFENDI AS MINORIAS, SEUS DIREITOS E SUAS LUTAS, MAS JAMAIS DEFENDEREI A IRRESPONSABILIDADE, O CRIME E O ATAQUE À PESSOAS INOCENTES. FICOU CLARA TAMBÉM A OMISSÃO DO ESTADO, JÁ QUE, MESMO DEPOIS DE UM ÍNDIO LEVAR UM TIRO NÃO HOUVE NENHUMA MOVIMENTAÇÃO DA POLÍCIA PARA GARANTIR A SEGURANÇA DE TODOS. NEM UMA VIATURA FOI ALOCADA PRÓXIMO AO LOCAL EM UMA DISTÂNCIA SEGURA (NOS DOIS SENTIDOS DA VIA PÚBLICA) PARA INFORMAR OS QUE TRAFEGAVAM NAQUELA REGIÃO E DESVIAR O TRÂNSITO. ORA, PRIMEIRO UM ÍNDIO LEVA UM TIRO, DEPOIS UMA MULHER É QUASE MORTA E, MESMO ASSIM DEPOIS DE QUASE DUAS HORAS OUTRO CARRO É APEDREJADO.

TODOS OS QUE ESTÃO CHORANDO E ORANDO PELA ÉRICA COBRAM A RESPONSABILIDADE E AS PROVIDÊNCIAS. TODA A CIDADE DE LONDRINA COBRA ISSO.

E, SE DEPENDER DE MIM, ESTE CASO NÃO SERÁ ESQUECIDO. A ÉRICA É IRMÃ DE MEU GENRO BRUNO. MESMO SE NÃO FOSSE, MINHA INDIGNAÇÃO SERIA IMENSA, MAS ESTANDO PERTO E VENDO O DESESPERO E A TRISTEZA DE TODOS ELA SE MISTURA À DOR, A EXPECTATIVA E A ESPERANÇA DA FAMÍLIA E AMIGOS PARA QUE A ÉRICA SE RECUPERE E POSSA VOLTAR À SUA VIDA NORMAL.

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